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Pandemia e democratização da Inteligência Artificial no Brasil

Em sua última publicação, o Gartner Hype Cycle, principal ferramenta que interpreta e orienta sobre o potencial e a maturidade das tecnologias globalmente, trouxe a…

Tempo de leitura: 10 min

Em sua última publicação, o Gartner Hype Cycle, principal ferramenta que interpreta e orienta sobre o potencial e a maturidade das tecnologias globalmente, trouxe a democratização e a industrialização da Inteligência Artificial como as duas megatendências no segmento

Um tema que vem pautando discussões e veículos de expressão. Basta uma pesquisa no Google, nas publicações ou newsletters do meio, para encontrar uma variedade de materiais ricos sobre o assunto. 

Não à toa, essa é uma questão que também vem conquistando cada vez mais espaço na nossa agenda dentro da Alana AI, até mesmo norteando as atualizações e o desenvolvimento de produto, uma vez que o acesso às soluções de inteligência artificial tem sido decisivo para a adaptação e retomada dos negócios diante dos impactos da pandemia Covid-19 — e precisa ser ampliado.

Contudo, diferentemente de outras abordagens, editadas principalmente a partir de uma perspectiva global e com recortes sobre o Brasil, fazemos isso buscando entender o que de fato significa a democratização da AI no nosso país.

Neste artigo, vamos compartilhar com você a nossa visão e apontar os melhores caminhos para quem busca ter participação ativa nesse processo de forma a criar impactos positivos para todos os envolvidos: clientes, colaboradores, e a comunidade em geral. 

Pandemia, Democratização da AI & Indústria 4.0 no Brasil

Desde o seu início, com o primeiro caso confirmado em 26 de fevereiro de 2020, a pandemia da Covid-19 vem mudando radicalmente as relações sociais e de negócios no Brasil, acelerando a digitalização das empresas e das nossas vidas como um todo. 

Ilustração com print de publicação do Twitter e texto sobre a tendência"Tech life", ou "vida tecnológica"

Em meio às restrições e ao distanciamento social, uma boa parte das pessoas se viu forçada a permanecer em casa, enquanto muitas empresas transferiam rapidamente a sua operação para o online.

Assim, só entre alguns meses do ano passado, treze milhões de brasileiros foram levados para as suas primeiras compras online, e o que começou como uma grave crise de saúde pública que até hoje tem feito um grande número de vítimas, tornou-se também um ponto de inflexão na sociedade, com o imperativo tecnológico estabelecido pela pandemia.

Sem dúvidas, passamos por um momento que será lembrado como um divisor de águas em termos de popularização de novos recursos que conectam os mundos físico e virtual, onde o digital dá o tom na vida das pessoas e a transformação se apresenta como a via de sobrevivência para negócios de todos os segmentos e portes.

Infográfico ilustrativo sobre quantidade de PME's que aceleraram a adoração de tecnologias.

Mais do que ter consciência dessas mudanças, é importante que reconheçamos o momento da história que vivemos, o ápice da 4ª Revolução Industrial: onde as pessoas e empresas passaram a depender da inteligência artificial, computação em nuvem, velocidade da rede 5G, big data e outras tecnologias que fazem parte da também referenciada Indústria 4.0

A definição, usada pela primeira vez na Feira de Hannover, em 2011, na Alemanha, para trazer a visão de “fábricas inteligentes”, com radicais melhorias de eficiência e produtividade a partir de sofisticadas tecnologias de automação e troca de dados, anunciava exatamente o que temos vivenciado no último ano:

“A quarta revolução industrial mudará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes.” 
(Klaus Schwab, autor do livro A Quarta Revolução Industrial)

Os funcionários da saúde confiaram na inteligência artificial para entender melhor os padrões de infecção e tentar prever picos de casos, ajudando os gestores de hospitais a lidarem com a demanda no sistema. Os chatbots foram colocados em uso para responder à migração do relacionamento entre marcas e pessoas para o digital e ao alto volume de interações no online. E muitos outros exemplos.

Seja para descobrir novas maneiras de se comunicar com clientes, interpretar dados, automatizar processos ou otimizar pedidos online, a AI passou a estar muito mais presente nos bastidores das estratégias de adaptação de muitos negócios. 

Gráfico ilustrando uso de AI entre profissionais de AI

Contudo, vale refletir sobre a forma como essa aceleração foi feita em tempos de pandemia:

Será que se estivéssemos vivendo em um mundo “normal” – o de antes, essa mudança teria acontecido na mesma velocidade? 

O fato é que a Covid-19 acabou antecipando e modificando de forma agressiva o ritmo que era previsto para que essas transformações acontecessem. E se antes já sabíamos que as novas possibilidades tecnológicas impactariam como somos, como nos relacionamos, o mercado e o futuro do trabalho, as relações internacionais e a geopolítica, como não considerar e avaliar esses aspectos para tomar melhores decisões agora?

“É importante observarmos que não estamos vivendo apenas uma nova etapa do desenvolvimento tecnológico, mas uma mudança de paradigma. O que define o nosso momento não é somente uma maior adesão de um conjunto de tecnologias emergentes, mas a transição em direção a um novo sistema e até uma nova economia. Acredito que é essencial termos esse diálogo para que a gente possa fazer melhores e mais estratégicas escolhas, entendendo que a forma como esse ‘empoderamento tecnológico’ tem sido e continuará a ser feito traz impactos grandiosos para todo o cenário brasileiro.” (Marcel Jientara, CEO na Alana AI)

À medida que tecnologias de Inteligência Artificial saem da bolha de especulação e do “Pico de Expectativas Infladas“, e começam a entregar seu potencial e benefícios no dia a dia dos negócios, soluções, empresas e marcas se apresentam e trazem o discurso da democratização. No entanto, democratizar a AI em sua organização requer mais do que apenas um software.

O desenvolvimento humano e social sempre veio acompanhado de mudanças nas estruturas centrais dos negócios. Na Primeira Revolução Industrial, com a introdução das máquinas e motores a vapor no processo de produção. Na Segunda, com o surgimento da eletricidade e petróleo como novas formas de energia, e sua utilização para o crescimento de indústrias como a química, siderúrgica, automobilística, etc. Na Terceira, com a chegada dos equipamentos eletrônicos, o advento das telecomunicações e os computadores. 

Ou seja, essas mudanças fazem parte e moldam a nossa própria história, alterando dramaticamente as dinâmicas e trazendo grandes benefícios, como a contribuição para a diminuição da pobreza e ascensão de diversos grupos sociais. 

Porém, são transformações que também produzem novas desigualdades, entre ocupações, empresas e setores, e entre as estruturas econômicas dos países. E que a cada onda de progresso, têm significativas chances de aumentar essas distâncias, dependendo de como nos posicionarmos. 

Gráfico sobre aumento da desigualdade entre 1820 e 2002

Segundo o relatório “Tecnologia e Inovação 2021“, da Organização das Nações Unidas (ONU), os países que quiserem criar economias que ofereçam empregos mais bem pagos terão de aproveitar as vantagens do novo paradigma tecnológico, e os países em desenvolvimento, bem como alguns continentes inteiros, como a África, não poderão se dar ao luxo de não acompanhar essas mudanças.

Principalmente, ao passo em que as empresas multinacionais dos países desenvolvidos poderão tirar proveito da adoção de novas tecnologias de ponta para manter a produção em casa, ou para rever a manufatura que havia sido transferida para o exterior. 

No passado, o Brasil e um punhado de outros países se valeram dessas transformações para subir na escada da renda, transferindo mão de obra e capital de atividades com produtividade relativamente baixa, para o offshoring de serviços de maior produtividade. 

Agora, uma vez que as tecnologias da Indústria 4.0 podem impactar essa dinâmica e irão ditar os processos de desenvolvimento, manter a indústria nacional ou regional competitiva deve ser também um objetivo central na maioria dos planos de adoção de AI.

Sabendo que, atualmente, poucos países criam tecnologias de inteligência artificial com alto grau de sofisticação, mas todos os países precisam e irão continuar precisando delas, compartilhamos a ideia de que a democratização da AI nas empresas brasileiras passa pelas seguintes considerações: 

Recomendação de leitura:

‘Quarta revolução industrial’: Como o Brasil pode se preparar para a economia do futuro

A descentralização da Inteligência Artificial 

Democratização é a ideia de que todos obtêm as oportunidades e benefícios de um determinado recurso. No caso da Inteligência Artificial, significa torná-la acessível para todas as organizações, e para todas as pessoas envolvidas nesse processo. Assim, em uma sociedade democrática, todas as pessoas estão representadas. Mas será que as tecnologias de AI de hoje representam todas as pessoas? 

Não é o que os dados da área sugerem, com a AI moderna sendo cada vez mais moldada por um número de organizações que são muito menos diversificadas do que a população mais ampla.

As pesquisas realizadas no estudo “The De-democratization of AI: Deep Learning and the Compute Divide in Artificial Intelligence Research” mostram que, apesar de ser descrita pelas grandes indústrias do segmento como um fenômeno em curso, ao invés da democratização da AI, vivemos uma concentração da produção de conhecimento por um pequeno grupo de atores:

Atualmente, a maioria das tecnologias de AI é criada por empresas no Norte global e predominantemente por homens. Assim, tendendo a se concentrar no benefício de suas demandas.

Ilustração da sub-representação de instituições negras, latinas e hispânicas em AI

Para superar esses desafios, precisamos nos orientar a apoiar a descentralização do desenvolvimento e evolução de tecnologias novas e emergentes, não apenas as importando e consumindo, mas diversificando nosso portfólio de forma a privilegiar também as nossas soluções. 

Só assim, poderemos dizer que, verdadeiramente, participamos dessa revolução tecnológica, sem alienar as organizações, suas pessoas e as nossas reais demandas. 

Principalmente no caso de Pequenas e Médias Empresas, que atuam em mercados regionais e nacionais:

O quanto a Pesquisa & Desenvolvimento dessas soluções levam em consideração o seu negócio e o seu público para que façam sentido para a empresa?

Recomendação de leitura:

A Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial

Brasil tem chance de liderar a corrida pelo metaverso

Se vivemos a era mais disruptiva de todas, com o que estamos rompendo?

Um dos grandes potenciais das transformações e das inovações tecnológicas é a sua capacidade de alterar o status quo, fazendo com que meios, recursos e habilidades que antes estavam restritos a pequenos grupos, sejam escalados e estejam disponíveis para muito mais pessoas.

Porém, como falamos no tópico anterior, à medida que as tecnologias estão sendo produzidas pelo próprio status quo, o quanto podemos considerar que elas de fato tragam um rompimento com essa dinâmica?

Clayton Christensen, primeira grande referência no assunto e autor da expressão “tecnologia disruptiva”, posteriormente a substituiu por “inovação disruptiva”, porque percebeu que poucas tecnologias eram mesmo, por si só, disruptivas ou sustentadas por essa característica.

Curiosamente, as maiores disrupções da última década não foram impulsionadas por grandes empresas de tecnologia, mas pelo uso da Inteligência Artificial por negócios de outros formatos, como as startups.

Quando falamos em AI, estamos de frente com um mecanismo que age com base em padrões e os aplica em larga escala, com um impacto muito maior que a força de trabalho humano pode alcançar.

Nesse sentido, seria interessante pensarmos: Quais padrões queremos fortalecer e reproduzir?

Destacamos a efetividade da Inteligência Artificial em tomar decisões melhores que as nossas em diversos contextos operacionais. Para isso, é essencial que levemos em conta quem tem construído esses algoritmos, para fazer o melhor uso dos recursos e gozar de decisões que realmente sejam melhores e nos representem.

Com atenção para Pequenas e Médias Empresas: É interessante buscar por soluções que estejam interessadas em, de fato, alterar a dinâmica dos negócios, destravar o seu progresso e construir uma nova economia. 

Recomendação de leitura:
DeepMind says reinforcement learning is ‘enough’ to reach general AI

Alana

Nesse contexto, a Alana, nossa inteligência artificial proprietária, traz as camadas de complexidade e skills necessárias para apoiar as PMEs nas suas jornadas.

E com dois grandes diferenciais competitivos: 

Além de ser a única inteligência artificial com o seu grau de sofisticação desenvolvida em português, sem as perdas que adaptação cultural e tradução trazem, estamos próximos do lançamento de uma nova plataforma onde a Alana poderá ser contratada, configurada e gerenciada em apenas alguns cliques, online, pela equipe interna das empresas. 

Uma mudança que irá atender a lacuna de mão de obra qualificada em tecnologias emergentes nas PMEs, ao mesmo tempo que possibilita que organizações e pessoas adquiram competências digitais e avancem na transformação no mesmo ritmo. 

Este formato manterá todas as características que grandes marcas como Coca-Cola, Nivea e Polishop já puderam experimentar com a Alana, mas agora, com um custo baixo para permitir que todas as PMEs possam restabelecer seu funcionamento, se recuperem dos impactos da pandemia e adquiriram resiliência para serem mais estáveis e competitivas em qualquer futuro.

Ao contratar a solução, que dispõe de um Service Level Agreement (SLA) garantindo a entrega dos resultados esperados, os times de qualquer empresa terão, em um dashboard intuitivo e simples de operar, a possibilidade de fazer a implementação e gestão automatizada de recursos decisivos hoje, como: 

Além das funcionalidades e seus impactos tangíveis na operação e nos resultados, a escolha dessa solução representa ainda mais. É a possibilidade de fazer, de forma sustentável, o avanço da transformação digital e da democratização da AI na sua empresa:

Tornando o negócio mais produtivo, eficiente e competitivo, e desenvolvendo as capacidades digitais das linhas de frente, enquanto agrega para a evolução constante de inteligências artificiais brasileiras.

E então, gostou do nosso artigo? Esperamos que sim. Para continuar lendo sobre o tema, veja Os 5 estágios de recuperação e crescimento para médias empresas no nosso blog!